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EXPRESSO DE PRATA

Do pioneirismo das charmosas jardineiras aos ônibus mais modernos do mundo, da barranca do rio Paraná, passando pela capital paulista e chegando ao oceano Atlântico, o Expresso de Prata celebra seus mais de 90 anos de história, com os olhos voltados para o futuro. Sempre criou diferenciais de conforto, segurança, pontualidade e inovação para os seus passageiros nas dezenas de cidades onde se faz presente, a cada ida e vinda.

A história do Expresso de Prata começa em 1927, quase ao mesmo tempo que a história de seu fundador, o pioneiro, Angelo Franciscato.

Filho de imigrantes italianos, Angelo chegou ainda criança na cidade paulista de Piracicaba, acompanhado apenas de sua mãe e mais a responsabilidade de cinco irmãos menores para sustentar. Conseguiu emprego numa fábrica de tecidos, onde trabalhava dia e noite para poder pagar o aluguel de uma pequena casa e ajudar no sustento da família.

A vontade de progredir o fez transferir-se para uma fábrica de parafusos. Ali, o empregado que produzisse um milheiro de parafusos obtinha a sua diária garantida. Desta forma, o garoto Angelo se esforçava ao máximo para cumprir a tarefa, pois sua pretensão era, na parte da tarde, freqüentar a seção de mecânica da fábrica para aprender sobre a profissão que tanto gostava.

Após ter aprendido o ofício, transferiu-se da fábrica de parafusos para trabalhar na oficina da Ford de Piracicaba. Lá, ganhava bem melhor, podendo guardar algumas economias para realizar o seu sonho: adquirir uma jardineira usada e abrir uma linha de transporte de passageiros entre Piracicaba e Torrinha. Foi o que conseguiu fazer em 1927. Nessa época, aos 19 anos, era motorista, cobrador, mecânico e contava com apenas um funcionário para revezamento.

Como os negócios caminhavam bem, montou uma pequena oficina, onde começou a montar suas próprias jardineiras, auxiliado por seu funcionário, Lázaro de Camargo, com as quais fariam, mais tarde, as linhas Piracicaba – Torrinha, Piracicaba – Porto João Alfredo, Piracicaba – Vila Romana e Piracicaba – Limeira. Em 1933 contava com três jardineiras de 15 lugares cada, sendo duas jardineiras para o percurso e outra reserva.

Mas o espírito empreendedor de Angelo Franciscato não deixava que ele se acomodasse. Certo dia foi à Jaú inaugurar a linha Jaú – Bocaina tendo, neste local, a oportunidade de fechar um ótimo negócio; vender parte das linhas de Piracicaba e mudar-se com sua família para Jaú. No período de dois anos em Jaú, abriu mais duas linhas: Jaú – Bica de Pedra (hoje Itapuí), uma circular da cidade à estação ferroviária, e Jaú – Bauru. Durante este tempo, sua fábrica de carrocerias, em Piracicaba, continuava em pleno funcionamento.

Em visita a uma irmã residente em Botucatu, Angelo tomou conhecimento da falta de linhas de ônibus no percurso de Bauru àquela cidade e não perdeu tempo. Dia 8 de setembro de 1934 inaugurava a primeira linha de ônibus que ligava Bauru a Agudos, Lençóis Paulista, Areiópolis, Aparecida, São Manoel e Botucatu. A linha começou apenas com um horário de partida de Bauru, às 9:40h, e retorno de Botucatu, às 14 horas. Com o sucesso da linha, vendeu as outras três de Jaú e instalou-se definitivamente em Bauru. Logo depois, sua linha pioneira passou a contar com cinco horários.

Do pioneirismo das primeiras jardineiras com chassis importados, que já encantavam seus clientes, aos mais modernos ônibus de fabricação nacional, a empresa passou por várias fases. Nem mesmo a Segunda Guerra Mundial parou o Expresso de Prata que usou o gasogênio como solução. Os tubos para adaptação do gasogênio e os demais implementos para a substituição da gasolina foram fabricados pelo próprio Angelo Franciscato em sua oficina, em Bauru.

No Brasil da década de 50, a indústria automobilística dava seus primeiros passos. A gasolina, combustível para os ônibus, foi trocada pelo óleo diesel, de menor custo e melhor rendimento. Era o progresso.

E como ser vanguarda é enxergar além do horizonte, com a mesma percepção arrojada de seu pai e uma incontestável vocação empreendedora, Alcides Franciscato assumiu a empresa em 1952 e começou aí uma nova etapa expansionista que levou a qualidade do transporte do Expresso de Prata muito mais longe. Engenheiro formado pela Escola Superior de Agronomia Luiz de Queirós de Piracicaba (USP) Alcides Franciscato atuou também como líder político por mais de 20 anos, sendo uma reconhecida e respeitada liderança.

As melhores condições das estradas possibilitaram o acesso a outras cidades, acarretando o aumento de linhas, de sua frota, com veículos dos mais diversos e renomados fabricantes de chassis e carrocerias do mercado.

Na época, para melhor atender aos seus usuários, dois postos de serviços foram construídos ao longo das rodovias Marechal Rondon e Comandante João Ribeiro de Barros. Foi instalado também um sistema de rádio-comunicação para dar maior segurança aos passageiros e agilidade aos processos operacionais.

Em 1958, Alceu Pedro Franciscato, também filho de Angelo, juntou-se à sociedade, sendo um constante apoiador das ações para o crescimento da empresa.

Há mais de 90 anos, o Expresso de Prata vem buscando oferecer aos seus usuários o que há de melhor em matéria de transporte rodoviário de passageiros, o que levou a empresa ao reconhecido Padrão Prata de Qualidade.

Sair na frente com veículos climatizados por ar condicionado, praticar a lei anti-fumo nas viagens em primeira mão, vender passagens pela internet e ser pioneira na América Latina a disponibilizar ônibus Double Decker, em linhas regulares, com poltronas leito e semileito, dois toaletes, Wi-Fi, entradas USB em todas poltronas, com muito mais conforto e múltiplas opções de horários, são atitudes Prata. Aliados aos já conhecidos diferenciais de espaço e tecnologia, investe também em Bio Segurança, com a esterilização dos sistemas de ar-condicionado, além dos toaletes de seus veículos, com raios UV-C, proporcionando maior tranquilidade durante as viagens. Somam-se ainda os procedimentos e cuidados já existentes há décadas, como a criteriosa higienização do salão de passageiros e toaletes, assim como a limpeza e troca de cabeceiras a cada viagem, além do processo de Oxi-Sanitização, importante aliado na esterilização do interior dos veículos.

Um modelo de gestão arrojado garante excelência em todas as suas linhas, do Oceano Atlântico, passando pela capital paulista, até o rio Paraná, na divisa com o Mato Grosso do Sul.

Possui mais de 70 agências informatizadas, interligadas on-line e 21 garagens estrategicamente localizadas.

Tem seus pontos de apoio nos mais modernos postos de serviços da América Latina.

Indo sempre além de sua obrigação formal, a responsabilidade social, através de ações culturais, educacionais e esportivas, tem constituído ao longo de sua história um forte elo com as comunidades onde atua. O slogan “muito mais que transporte” traduz bem essa filosofia.

Para o presidente do Grupo Prata, eng° Alcides Franciscato, o sucesso de suas empresas está alicerçado no tripé: – Foco no cliente externo, nos passageiros, fazendo mais do que atender as expectativas, é importante surpreender, encantar. – Foco no cliente interno, nos funcionários, desde o recrutamento, que busca profissionais vocacionados para a setor, até os investimentos permanentes em treinamento, relações humanas, motivação pela conquista de padrões diferenciados . – Diferenciais em tecnologia – Customizar para se diferenciar e oferecer num mercado da mobilidade a tecnologia que faz a diferença. Para isso é preciso trabalhar lado a lado com os seus fornecedores, criando de fato relações construtivas. O empresário complementa: ” melhor do que acompanhar as tendências é criar tendências, melhor do que mudar é se antecipar e evoluir.

Transformar trajetos em caminhos pelos quais as pessoas se aproximam e se relacionam, contribuir para levar e trazer o desenvolvimento em cada uma das regiões atendidas, através do transporte rodoviário de passageiros com o Padrão Prata de Qualidade e ser referência como primeiro mundo em transporte coletivo, por mais de 90 anos, vencendo desafios a cada quilômetro, ao mesmo tempo em que engrandece, aumenta ainda mais a nossa responsabilidade futura. Celebrar toda essa saga nos alegra pela história consolidada e nos motiva para as jornadas que teremos pela frente, lembrando sempre que empresas são feitas por pessoas e para pessoas.”

Faz parte da história…

Conta Waldemar Pires de Camargo, gerente operacional do Expresso de Prata, que no final da década de 50, Alcides Franciscato, além de ser administrador da empresa e mecânico, dirigia os ônibus quando necessário.

Numa viagem de São Paulo para Bauru, em época de carnaval, lembrando que o trecho entre Bauru e Botucatu não era pavimentado, ao chegar próximo ao município de Agudos, na descida do Ponto de Conceição, estava anoitecendo, chovia muito e vários veículos, entre caminhões e automóveis, estavam encalhados. Os passageiros estavam ansiosos, pois queriam participar daquela noite de carnaval.

Alcides Franciscato, que dirigia o ônibus, tendo como companhia Waldemar Pires Camargo, na época seu cobrador, desceu para avaliar a situação, pois teria que ultrapassar aquele trecho da rodovia em velocidade suficiente para superar a subida logo a seguir.

Ao desembarcar, a lama era tanta que afundou o seu pé direito, perdendo o sapato.

Com um enxadão, que trazia no ônibus para usar nessas ocasiões, ajudou a tirar alguns veículos do caminho e acertou uma trilha por onde pretendia passar com o ônibus.

Depois de constatar que, mesmo de forma apertada, conseguiria passar, calçou o sapato do pé esquerdo no pé direito para poder ter maior segurança nos pedais do freio e do acelerador, venceu o obstáculo e seguiu viagem.

Na chegada a Bauru, os passageiros, desconhecendo se tratar do diretor da empresa, o gratificaram generosamente. Franciscato repartiu a “caixinha” entre o seu fiel escudeiro Waldemar e o comissário de bordo que os acompanhava, Sr. Amauri.

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